AlQaeda TV


Fez cinco anos que se passou a tragédia no World Trade Center e uma pergunta permanece na minha mona: Porque é que ainda existem pessoas que dizem “prontos” em vez de “pronto” ? Basicamente, porque não vêem o “falar bom português” na RTP1.

Por falar em televisão…Eu tenho acesso à televisão oficial dos terroristas, chama-se Al Qaeda TV e apanhei-a por acaso, quando estava a tentar descodificar a Sport TV. Aqui estão alguns programas que tive a oportunidade de ver:

Praça da Desgraça. É um programa da manhã com vários convidados, onde velhos bombistas recordam a suas vidas de inglória, pela simples razão de ainda estarem vivos. Depois de alguma conversa de “encher-pneus” ganham algum dinheiro consoante o número de pessoas que morreram nos seus atentados.

Explode comigo. É um programa de entretenimento, onde figuras públicas são convidadas a explodirem juntamente com a plateia, num atentado terrorista, sob o supervisionamento de bombistas profissionais.

Bananas com C4. É uma novela juvenil, irreverente e divertida, que acompanha uma turma de talibãs no seu dia-a-dia. Treinos e ataques suicídas acompanhados de perto, relações proibídas, tramas envolventes, festas bombásticas no bar do Muhamed (bombásticas…perceberam?)

Floribomba. É a novela que tem concorrência directa com a “Bananas com C4”. Conta a história de uma menina que não tinha nada, mas afinal tinha tudo, porque achou um contentor de armas de guerra na cave do seu barracão.

Tempo de Morrer. Conta a história de um menino que sonhava em explodir com uma empresa multinacional, mas só conseguia fazer explodir pequenas mercearias locais. Logo a seguir a essa novela, temos outra muito similiar, chama-se “Fala-me de Terror”.

Mr Bin Laden. É uma sitcom bastante cómica em que podemos acompanhar o líder da AlQaeda em várias peripécias. O episódio que assisti, passava-se durante o Ramadão e Bin Laden surgia numa mesquita, a fazer uma imitação dos ZZ Top, em nu integral.

Mas o que mais me impressionou foi um documentário sobre a verdadeira história do 11 de Setembro:

A verdadeira história, começa num barracão em Nova York. Vários Kéfró, insatisfeitos com o seu negócio decidem fazer um pequeno congresso.
Um Kéfró frustrado por não vender as suas últimas dez rosas e os seus dois patinhos luminosos que faziam “qua-qua”, tem o seguinte desabafo: “Eu devia ter aceitado o emprego de trolha que o meu cunhado me ofereceu…”. O outro responde e diz “Olha, isto realmente de andar a vender rosas é giro, mas é para meninos, vamos mas é pegar nuns aviões e rebentar com arranha-céus”.
O resto já vocês sabem. O que vocês não sabem é que um Kéfró se ejectou do Boeing que embateu na 2ª torre gémea e vive em Portugal. Está agora como cozinheiro da cantina principal do ISEL. Só assim, se explicam os verdadeiros desastres gastronómicos, a cada prato que é confeccionado. Mas eu já desconfio do plano maléfico. A verdadeira arma química não está no seu ingerir, mas sim, no seu libertar.


Aiiii, senhoreeees! Viva o Tio Samiii!


Antes de mais, quero esclarecer que este "post" não tem qualquer fim racista ou xenófobo. Nada disso, sou apenas um mero observador.
E foi precisamente nessa posição de "olheiro" que no outro dia, ao deambular pelo supermercado Dia à procura de uma qualquer coisa congelada para mordiscar que me dei rodeado por uma família de ciganos (e vocês devem saber como elas são numerosas). Ora bem, quanto a isto nada de especial, não fosse o facto das criancinhas andarem pelos corredores a fazer corridas de cestos enquanto os pais gritavam uns para os outros e se passeavam como se estivessem em casa.
Pensei para mim: "Até parece que são donos disto". E pensamento puxa pensamento, cheguei à conclusão que eles agem assim em todo o lado. Como se fossem donos de tudo. Tal como o "simpático" povo americano.
Ora vejam mais as semelhanças. Quando uma situação negativa acontece aos ciganos, qual é a primeira coisa que eles dizem? "Aiiii! Mas eu sou ciganooo". E os americanos? "Eu sou um cidadão americano, não podem fazer isso!". Frases que claramente impedem qualquer um de fazer o que quer que seja.
E não ficamos por aqui. Tanto um povo como o outro usam todos os recursos que têm para conseguirem o que querem, seja garantir a excelente qualidade dos ténis "Nice" para os vender ou afirmarem que o tipo X possui armas de destruição maciça para ficarem com uns quantos poços de petróleo.
Mas, no entanto, existe uma grande diferença: uns julgam-se a polícia do mundo, enquanto os outros passam o tempo a evitar a polícia de todo o mundo...


O Kit Choramingas Pro!


Ando muito triste com os portugueses, pois eles andam muito alegres. Vejo constantemente “malta” a sorrir, contente, com a auto-estima em cima.

Isto de ficar bem disposto é engraçado, mas dá trabalho. Ao fim do dia, se não estou com um ar abatido, peço a alguém para me vilipendiar, dar uma chapada ou simplesmente dizer que a Manuela Moura Guedes vai apresentar o jornal nacional outra vez. Gostava mesmo de saber onde ficou o pessimismo português. Até o fado já anda alegre. Já somos sérios candidatos ao título de campeões mundiais de futebol 2006 e até já sabemos o hino nacional.

Outro dia, estava a cumprimentar a minha vizinha e digo eu: “Então, está tudo bem?” e ela num descaramento absurdo responde, “Sim. Está tudo bem”. Mas o que é isto? Porque não respondeu ela uma das duas frases possíveis, retiradas do vocabulário calão português, “Cá se vai andando, menos mal” ou “Está tudo mais ou menos, como deus manda” ? Qualquer dia ainda começa a responder “Está tudo óptimo” e aí, meus amigos, já não há nada a fazer.

Como já é habito, apresento aqui uma solução em jeito de spot publicitário:

Está contente? Tem o maxilar dorido de tanto rir? Não consegue ficar aborrecido com o aumento dos impostos? A sua vida é feita de vitórias e não consegue saborear uma boa derrota? Sente-se capaz de subir o Everest, totalmente nu e a cantar “Ai! Ai! Maria, gosto de ir à tua padaria, não tens freguês como eu, seja noite ou seja dia!”?

Temos a solução para si, apresento-lhe: o “Kit Choramingas Pro. E você pergunta: Mas como funciona o Kit Choramingas Pro?

É muito simples. O Kit Choramingas Pro foi desenvolvido por cientistas norte-americanos e testado na mais recente guerra do Iraque. Foi assim que capturaram Saddam Hussein. A própria CIA divulgou a cassete áudio em que o próprio afirma e passo a citar: “Recebi um grande caixote pelo correio, a princípio pensava que era a minha encomenda das selecções, mas depois não havia nada a fazer, o pessimismo apoderou-se de mim…não pude fazer nada.”

O “Kit Choramingas Pro é composto por:

- 1 Livro de saúde. Para que as pessoas saudáveis arranjem também aquela doençazita, que as deixa tão aborrecidas para o resto do dia.

- 1 Rede de dormir de arame farpado. Para que desfrute de uma boa dor, enquanto dorme.

-1 Dicionário do palavrão e do insulto contra a PSP. Utilize este poderoso instrumento ao pé da sua esquadra municipal, e nunca mais terá um sorriso nos lábios, porque depois, provavelmente nem sequer terá expressão facial.

-1 DVD sobre a arte de bem chorar. Para que aprenda a chorar como um verdadeiro perdedor.

-1 Pacote de lenços. Com inscrições das letras dos melhores fados portugueses, para que chore com sentimento.

Se nos telefonar nos próximos 15 minutos, ainda lhe oferecemos 1 bastão em aço inoxidável, para que ponha os seus amigos em pé de igualdade consigo. Totalmente Grátis!


O Efeito Sardinha


Na semana passada, para ser mais preciso, na segunda-feira à noite, saí da toca. Fui festejar mais uma noite de St. António e ver as tradicionais marchas populares.

Como de costume, fomos para a capital. Como de costume, demorámos “três quinze dias” para estacionar o carro. Entretanto, descobrimos um lugar todo janota, com um comprimento semelhante ao do Marques Mendes. Como de costume, fiz a mini-maratona pelos bairros de Lisboa, sem qualquer destino, com o único objectivo de me meter atrás de glúteos femininos bem rijinhos e ter uma atitude Optimus…”Segue o que sentes”. Como de costume, não vi as marchas, nem sequer uma marchante, quem marchava eramos nós, mas nem a Merche eu vi marchar ( Ai! como é bonito brincar com a aliteração!).

Reparei no entanto, num facto interessante: O cheiro das sardinhas é alucinatório. Dá moca, uma certa pedrada, mas num tom diferente. Assim que senti o aroma desse peixe saboroso, todo o meu corpo respondia a estímulos melódicos provenientes de músicas da Tonicha, Bombocas e Emanuel, só para citar alguns. E eis que surge o seguinte pensamento na minha mente: O Toy está para os consumidores de sardinha assada, assim como o Bob Marley está, para os consumidores de marijuana.

Um bocado mais à frente, apanhei uma bancada com manjericos, e pronto, entrei em overdose. Desabotoei a camisa até se ver a minha carpete peitoral. Comecei a fazer piadas à “Malucos do Riso”, a coçar a orelha com a unha crescida do dedo mindinho e a cantar músicas de duplo sentido, do tipo: “Quando o padre passa, já se diz por graça, que lindos tomates tem o padre Inácio!”.

Por fim, quis saborear um pouco de sangria para desembuchar de tanta pedrada. Qual não foi o meu espanto, quando peço um jarro de sangria e o empregado me responde: “Oi? Hein? Jarro di quê?”. Quando olhei de novo, haviam várias pessoas à minha volta a desfrutar dessa bebida, tão tradicional e portuguesa, que se chama caipirinha. De repente a musica tinha mudado…era aquela musica brasileira irritante do “aaiiii meu ammmóóóó! Ai ai ai meu ammóóóóó…meu amóóó!”.

Parece-me a mim, que existe aqui muito boa vontade em transformar as Marchas Populares de Lisboa, nos desfiles carnavalescos do Rio de Janeiro. Digo desde já que gosto da ideia. Alegra-me bastante saber que, em vez de vermos uma bairrista de Alfama a marchar, vamos poder apreciar uma caipira semi-nua a abanar os quadris.

Esta agora da caipira semi-nua deu-me umas ideias…bom, eu vou só ali dentro buscar o óleo johnson e um pacote de lenços que agora vou ter uma atitude Vodafone…”Vive o momento”.



Quando ouvi pela primeira vez a palavra rosbife, sempre pensei que fosse um bife enrolado em arroz, tal e qual como a salsicha na couve lombarda. O mesmo já não acontece com o bife tártaro, que me lembra sempre um qualquer anúncio da Colgate, com a sua pasta branqueadora, que combate eficazmente o tártaro.

A verdade é que estes dois pratos, nada tinham que ver com as minhas ideias. Quando descobri que se tratava nada mais, nada menos, do que carne crua, tive a mesma reacção que se tem ao vislumbrar um concerto do Tony Carreira…levei o dedo indicador e médio à garganta.

Porque é que eu vou comer carne crua, quando a posso comer cozinhada, com um bocadinho de mostarda por cima e um pão alentejano, por exemplo? Não é isto uma das razões que nos distingue dos animais irracionais, poder cozinhar a comida?

Nunca vi por exemplo, um Tigre da Malásia a abanar as brasas e a dizer: “A gazela já está tostadinha, venha agora o pimento!”

Quando vi pela primeira vez, ao vivo e a cores um rosbife genuíno, fez-me lembrar um desastre no IP5.
Para toda a “malta” que gosta de comer este tipo de “coisas”, vou contar-vos uma história:

Há 500 000 anos atrás, havia um senhor que tinha a alcunha de Pitecamtropo. Esse senhor, estava a comer um bife tártaro acabado de ser retirado de uma vaca pré-histórica, acompanhado de um saladinha de tomate, toda ela também pré-histórica e pensou assim: “O que era giro era grelhar isto!”. Então, agarrou num isqueiro zippo e ateou umas pinhas…não, minto, nessa altura não haviam pinhas, eram ainda uma espécie de caruma pré-histórica…espera lá, estão-me aqui a fazer sinal, parece que afinal não havia isqueiro também, diz que foi mesmo com duas pedras a bater uma na outra. Até deram um nome aquilo, ai! escapa-se-me o nome…Fogo, foi isso, a chamada labareda.

Portanto, estes cozinheiros que me chegam a dizer que comer carne crua é um prato bastante apetitoso e nutritivo… eu concordava plenamente…se fosse um Pitbull.
Vá, também não exageremos, é só um retrocesso de 499 970 anos, porque 30 anos já estamos nós atrasados em relação à Europa.


Para Totós


O outro dia fui à FNAC e dei de caras com a colecção “for dummies” que em português tem a excelente tradução “para totós”. Para quem não sabe, são livros que têm o intuito de ensinar o básico sobre algum assunto, mesmo para quem não tem noção nenhuma sobre o mesmo. Apresento aqui e em exclusivo a minha versão da colecção “para totós”:

Como não cheirar a refogado nos transportes públicos pela manhã…Para Totós.

Como dar traques em lugares públicos…Para Totós. Com técnicas específicas para traques tipo bomba de Hiroshima, traques lambreta, traques pantufas e traques “toma lá fresquinho”.

Como passar o cartão Lisboa Viva…Para Totós. 1º capitulo, descrição do chip em antena circular e suas características. Técnicas de passamento “raspadinha”, que consiste em raspar o cartão no leitor como se fosse uma moeda na raspadinha do euromilhões até ele dar sinal de vida; “we come one”, que é a conhecida técnica de passagem de duas pessoas pela comporta, quase ao mesmo tempo, fazendo a maquina pensar que está a passar apenas uma pessoa; “salto em altura”, que consiste em saltar a comporta, só ao alcance dos mais ágeis.

Como ser DJ…Para Totós. Já dei esta minha maqueta a algumas pessoas que se estão a sair muito bem no mercado. Grunhos que antigamente só ouviam a rádio Orbital e os cd’s do “DJ Fernando”, agora já conseguem distinguir as letras do abecedário, já sabem que a mesa de mistura não vem em nenhum catálogo do IKEA e já não trazem o sonasol verde sempre que lhes dizem “mete aí um som nos pratos!”.

Como ser mau actor, mas mesmo assim ser cool na sociedade portuguesa…Para Totós. Bom, para ver quem já leu esta minha maqueta basta ver os Morangos Com Açúcar.

Ainda fiz um pequeno estudo de mercado para saber se deveria fazer uma versão “stand alone” deste ultimo livro que seria, o já esperado, “Como Ser Cool…Para Totós”. Pois bem, cheguei ao pé da tasca mais próxima ao fundo da minha rua e perguntei a um idoso que estava à porta de pêro e canivete na mão, se estava interessado em ser cool ao que ele me respondeu e passo a citar: “O quêi? Ser cu? Isso é coisa lá dos panelêiros! O que isto precisava era de dois Salazares…dois Salazares e um Estaline para mandar uns bitaites de vez em quando. Êih! Eu gosto é de moçoilas boas, nã quero sabêri disso para nada. Olha vai ali uma, olha bem p´aquilo…com aquela pandeireta até eu tocava tambor!”. E eu pronto desisti da ideia.


Um Leitão Chamado Toni


Ontem dei por mim sentado no sofá, a ver esse filme tão bonito que conta a história de um porquinho chamado Babe. Gostaria de pensar se esse filme fosse realizado em Portugal e tivesse como cenário, em vez de um qualquer estúdio hollywoodesco, a bela localidade da Bairrada. Não seria mais um porquinho, tomaria a designação de leitão e chamar-se-ia Toni, um nome bem português, porque o que é nacional é bom.

Para começar, não seria um filme para crianças. Seria um filme de puro Gore, pois começaria sempre com a matança do coitado, uma espécie de Scream em que os únicos gritos que se ouviriam eram os do animal querido a ser esventrado por um facalhão do talho. Em vez do assassino usar a já clássica e fantasmagórica máscara de Carnaval, trocaríamos as voltas e quem a usava era a nosso pequeno Toni. Poderíamos adicionar posteriormente a essa máscara um turbante e umas barbas que representariam no seu conjunto a figura de um terrorista, fingindo-se passar por porquinho, com o objectivo de ter algum protagonismo e acabar com o negócio do frango assado.

Uma possível sequela teria aproximadamente uma hora e meia ou duas horas, que é o tempo de lhe meter uma laranja nas fuças, ir ao forno e começar a gratinar. Ah! É claro que teria dois a três intervalos para “constipar” o Toni, para retirar o excesso de gordura.

Por acaso nunca percebi qual é esta paranóia com os leitões. Porque é que nunca deixam crescer o sacana do porco? Na flor da idade, tão miúdo e já vai para a panela…E vocês poderiam responder logo “Ah! porque assim é mais saboroso!”, “a carne é mais tenrinha!” ou “sabe melhor assim!”...bom isso é o que o Carlos Cruz dizia sempre que se encontrava na casa de Elvas.







Pseudonimo: Papelão
Barraca: Olaias, Lisboa, Portugal
Mais sobre esta excelente pessoa





Pessoas com uma paciência descomunal: